Do que tanto você tenta fugir quando se distrai?
Você já percebeu como, muitas vezes, o dia termina e fica a sensação de que esteve ocupado o tempo todo, mas sem realmente ter estado presente?
Celular, séries, redes sociais, trabalho excessivo, compromissos em sequência. A distração constante pode parecer descanso, mas nem sempre é.
A pergunta que costuma ficar escondida é: do que você está tentando fugir quando se distrai o tempo todo?
Distração não é descanso
Descansar envolve pausa, recuperação e presença.
A distração, por outro lado, muitas vezes funciona como um afastamento emocional. Um jeito de não entrar em contato com sentimentos que incomodam, como ansiedade, angústia, tristeza, frustração ou conflitos internos.
Quando a mente não para, às vezes não é porque ela está cheia demais, mas porque silenciar parece ameaçador.
O que costuma estar por trás da distração excessiva
Na prática clínica, é comum que a distração constante esteja ligada a:
- ansiedade e antecipação excessiva
- dificuldade de lidar com o vazio ou com o silêncio
- medo de entrar em contato com emoções antigas
- conflitos nos relacionamentos
- autocobrança intensa
- sensação de inadequação ou fracasso
A distração funciona como um alívio momentâneo, mas não resolve aquilo que está sendo evitado. Pelo contrário: quanto mais se foge, mais essas questões tendem a retornar, às vezes com ainda mais intensidade.
O custo de fugir de si mesmo
Quando a distração vira padrão, alguns sinais começam a aparecer:
- cansaço constante, mesmo sem esforço físico intenso
- dificuldade de concentração
- sensação de vida no “automático”
- irritação sem motivo claro
- sensação de que algo está faltando
Não é raro que a pessoa diga:
“Quando paro, fico pior.”
Isso não significa que parar seja o problema, mas que existem conteúdos emocionais que ainda não encontraram espaço para serem elaborados.
Psicoterapia: um espaço para parar com segurança
A psicoterapia não é um lugar para forçar respostas nem para “remexer” no que a pessoa não dá conta.
Ela é um espaço de escuta, cuidado e reflexão, onde é possível diminuir o ritmo e, aos poucos, compreender aquilo que vem sendo evitado.
Em vez de fugir, o trabalho terapêutico permite:
- nomear emoções
- entender padrões de comportamento
- reconhecer limites
- construir novas formas de lidar com o que dói
Quando há sustentação profissional, parar deixa de ser ameaça e passa a ser possibilidade.
Fugir cansa. Compreender alivia.
A distração não é o problema em si. Todos precisamos, em alguns momentos, nos distrair.
A questão é quando ela se torna a única forma de lidar com a vida emocional.
Talvez a pergunta não seja “por que me distraio tanto?”, mas sim: o que em mim está pedindo atenção?
Se sentir que é o momento de olhar para isso com mais cuidado, a psicoterapia pode ajudar.
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